Thanksgiving 2016

Hoje é dia de agradecer. Quem me conhece há algum tempo sabe o quanto esse dia é importante para mim. É o dia mais especial do ano. É o meu feriado.

E, como todos os anos, tenho muito a agradecer. E, assim como todos os anos, algumas pessoas marcaram especialmente o ano.

Aos novos amigos que entraram na minha vida esse ano (Val e Andre, Ocimar e Gabi). Aos velhos amigos que, mesmo longe, sempre estão perto (Débora e Jiri, Silvio). Claro, que minha família próxima (pai, mãe, irmã, cunhado e meu sobrinho), aos não tão próximos (tios e primos) e à nova família adotiva (Bahia). Aos que estavam na minha vida há algum tempo, mas só recentemente adentraram pela porta (Dana).

Aos que acreditaram em mim e me apoiaram nos momentos mais difíceis desse ano (Thamara, Marcio).

Ao meu time, que ganhou um espaço enorme no meu coração.

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Maternidade: a polêmica atual do mundo feminista

Ultimamente tenho visto inúmeros artigos sobre o tema maternidade, a escolha de ser mãe e, principalmente, a escolha de não ser mãe. Um assunto que divide as opiniões e tem gerado polêmica entre as minorias.

É bem interessante ler os artigos de mulheres defendendo a opção de não ter filhos. E como tem gente criticando. Tem vários argumentos e contra-argumentos interessantes nesses posts. Leio coisas como “todas tem direito de escolha”, “não ter filhos é uma escolha da mulher”, “relógio biológico é pressão social”, e por aí vai.

Coisas que eu penso e nunca entram em debate e tem tudo a ver com o sexismo e a pressão social em ter filhos: o homem falar que não quer ter filhos não gera polêmica. Melhor dos casos, todos apoiam a decisão. Mas uma mulher dizer que não quer ter filhos? Melhor falar que não acredita em Deus. Continue reading

Livros 2016 #6: O modelo da competência

Livro muito bom. Philippe Zarifian conta sobre como o modelo da competência é mal compreendido pelas empresas e como deveria ser aplicado.

Ele primeiro relembra o modelo taylorista de trabalho e mostra como o modelo de competência foi erroneamente aplicado nas empresas em cima do processo taylorista padrão.

A parte que eu gostei do livro foi quando ele faz analogias com a área de tecnologia de informação. O modelo de competência que Zarifian propôs vai totalmente de encontro com o modelo de trabalho proposto pelas metodologias ágeis de desenvolvimento.

Outro ponto importante é que, no modelo de competência, duas características são importantes: autonomia e iniciativa. Zarifian conceitua:

  • Autonomia: “(…) Ser autônomo não é apenas definir suas próprias regras de ação; é agir por si mesmo, resolver por si mesmo.” pp 87
  • Iniciativa: “(…) significa a competência, em si mesma, em ação, o engajamento do sujeito não em relação a regras (…), mas em relação a um horizonte de efeitos (…)” pp 87

E, para finalizar, a definição de competência:

“Competência é a tomada de iniciativa e responsabilidade do indivíduo em situações profissionais com as quais ele se confronta.”

“Competência é uma inteligência prática das situações, que se apóia em conhecimentos adquiridos e os transforma à medida que a diversidade das situações aumenta.”

“Competência é a faculdade de mobiliar redes de atores em volta das mesmas situações, de compartilhar desafios, de assumir áreas de responsabilidade.”


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Eleições 2016, lava jato, alto absenteísmo…

O contexto político deste ano é bem marcante. Depois de quase (ou mais de) 2 anos de lava-jato, semana passada ouvi notícia de que iniciou-se a última fase. Um impeachment (nem vou entrar em discussão aqui). Vários suspeitos presos. Poucos acusados com investigação sendo tocada adiante. Um partido destroçado. Nenhum partido despontando.

E no meio desse cenário, uma eleição municipal. Como sempre, muitos prefeitos sendo reeleitos, outros não. Muitos vereadores sendo eleitos pelo voto indireto. Muita gente faltando às urnas. Muita gente (e cada vez mais) invalidando seu voto.

E no meio disso tudo, uma população cega, fazendo comentários no mínimo estranhos nas redes sociais.

Na minha visão particular, estamos com a política nacional destruída. Mais uma vez um presidente foi impichado sem incriminação e sob aclamações públicas. A população , mais uma vez enganada, age como se estivesse em seus dias de glória, ovacionando falsos heróis por um feito nada heróico.

Não tenho respostas, mas tenho muitas perguntas. As duas que acredito serem as mais importantes hoje: a) por que a lava jato está em sua última fase se ainda não terminaram as investigações de todos os nomes que surgiram no processo?; b) as pessoas estão realmente percebendo que o número de votos inválidos cresce a cada eleição? Continue reading

Livros 2016 #5: Harry Potter and the cursed child

Oitavo livro da série HP. Muito bom. Escrito em forma de teatro, o livro tenta continuar a história de Harry onde parou no sétimo livro. Com os filhos indo para Hogwarts.

Trama bem interessante, mantém a intensidade dos outros livros – bem baixa. Continua sendo um livro escrito para adolescentes. Segue a mesma estrutura original dos livros: o mesmo ponto de início, o mesmo ritmo de descobertas, o apogeu no início da segunda metade do livro, e poucos capítulos para solucionar o problema e atacar o vilão.

Não conheço teatro europeu, mas fiquei com a sensação de que para uma peça funcionar, ou a produção tem que ser enorme, com muito investimento, no nível de um musical, ou muita adaptação terá que ser feita. Porque o ritmo do livro é diferente do ritmo de uma peça de teatro. Já li muitas peças brasileiras, portuguesas e elizabetanas, e o ritmo é bem diferente.  HP 8, com quatro atos cheios de cenas curtas, multi cenários, posa um desafio ao teatro moderno.

Minha sugestão aos produtores: criem um musical em cima da peça e vai ser sucesso total😉

Para quem quer ler o livro: se você realmente gosta de Harry Potter, vá fundo. A estória é realmente muito boa para quem já conhece o universo do bruxo. Para os novatos, recomendo ler (ou ao menos) assistir aos filmes, porque o livro não gasta nenhum minuto apresentando os personagens. E muita coisa só faz sentido se você conhecer bem o universo HP.


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Eleições 2016: Prefeitura de Campinas

Apesar de eu não morar em Campinas – e não ter transferido o título esse ano – tenho acompanhado as eleições meio de longe, até porque passo 75% do meu dia por aqui. E também porque conheço a política da cidade, já que vivi aqui mais de 30 anos da minha vida.

Estamos na última semana antes das eleições e a apelação está rolando solta. E eu estou na dúvida sobre qual candidato está apelando mais.

Temos três candidatos concorrendo e o atual prefeito tentando a reeleição. Vou focar nos candidatos-apelação e deixar o Jonas Donizete em paz dessa vez.

Os cadidatos são: Hélio, Pochmann e Orsi.

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Livros 2016 #4: Smarter, Faster, Better

Excelente livro. Recomendo a leitura para quem deseja entender melhor como a motivação e o modelo de decisão funcionam.

O livro é dividido em oito capítulos que focam em temas interconectados. O objetivo final do livro é mostrar, através desses oito pontos, como se tornar uma pessoa (e um profissional) motivado, eficiente, que toma decisões melhores e mais rápido.

O primeiro ponto é a motivação. Muitas vezes nos falta motivação para começar uma tarefa. Isto porque enxergamos como uma “tarefa” que devemos fazer, e não como uma decisão que tomamos. Ou seja, não existe o sentimento de controle sobre a situação. Então a primeira dica é:

“Tome uma decisão que o coloque no controle da situação. Descubra como a tarefa atual está ligada a algo que você realmente se importa.”

Exemplo: pergunte-se por quê está realizando aquela tarefa; qual o objetivo final que você quer atingir.

O segundo ponto é definir metas. Ter a motivação não é suficiente para direcionar suas energias para o ponto certo. Definir qual a meta a atingir é importante, mas planejar como atingi-la é essencial. Para isso a dica é:

“Defina uma meta principal (stretch goal) e as metas intermediárias – use o método SMART.”

Provavelmente, para definir as metas SMART, você precisará se conhecer bem e pensar nos menores passos necessários para atingir sua meta principal.

Terceiro ponto é foco. Este é um dos pontos mais difíceis, principalmente porque somos cercados de informações e eventos que mudam nosso foco para outras coisas, e nos levam longe de atingir nossas metas. E, na maioria das vezes, esquecemos de prestar atenção nas coisas que realmente são importantes. A dica do livro é:

“Crie uma visão do que acontecerá. O que ocorrerá primeiro? Quais os obstáculos? Com essa visão, se algo ocorrer de maneira diferente, você rapidamente notará e poderá tomar ações sobre isso.”

Quarto ponto é a tomada de decisão. Nenhuma decisão é fácil. E aquelas que podem desviar nosso caminho do foco das tarefas que desejamos realizar, e das que vão nos levar a atingir nossas metas – ou desviar delas – é mais difícil. Pensar em quais resultados são possíveis de ocorrer e o impacto que isto vai causar, e pensar em qual a probabilidade daquele cenário ocorrer nos ajuda a tomar a melhor decisão. Lembrando que tomamos a melhor decisão com base nas informações que temos e de quais futuros visualizamos.

“Visualize múltiplos futuros, colete informações para identificar o que aconteceria de acordo com a decisão. Use seus instintos para buscar diferentes perspectivas, de forma a deixar mais claras suas opções.”

Outros itens importantes:

  • Criatividade: use suas experiências, e o conhecimento de como outros resolveram problemas. Use métodos conhecidos para resolver problemas novos
  • Combinar dados de maneiras diferentes para encontrar padrões. Fazer experimentos com diferentes soluções para um problema e anotar os resultados para analisar sua eficiência.