Esqueça o equilíbrio pessoal-profissional que sempre te venderam. Procure o alinhamento

A SXSW 2018 trouxe novos focos de discussão sobre bem-estar. Um pavilhão exclusivo de Wellness e várias salas preparadas para os participantes praticarem meditação orientada durante todo o período do evento, além de algumas palestras falando sobre controle de stress e burnout. Essa movimentação toda mostrou o quanto o mercado está preocupado com o controle de stress e bem estar das pessoas, e o quanto esse tema tem sido tratado nos diversos fóruns, tema que me pareceu extremamente coerente com o evento, considerando seu tamanho, o número de dias e de sessões em paralelo ocorrendo (25 trilhas diferentes).

E foi no penúltimo dia que ouvi Dawna Ballard falar sobre burnout e equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional. O contexto era formidável: após 5 dias intensos de palestras, muita energia e muita informação sendo processada, ouço Ballard falar de algo que tenho conversado muito com o time: o equilíbrio entre pessoal e profissional e a importância de ter separado um tempo para repor nossas energias.

O primeiro ponto de atenção vem no título da sessão: encontrar alinhamento e abandonar equilíbrio. Ballard explica que, quando falamos em equilíbrio, temos a tendência em pensar em divisão igualitária do tempo dedicado a esses dois aspectos da nossa vida. Como se só tivéssemos dois para equilibrar em uma balança.

Porém, essa dinâmica, nas palavras de Ballard, tende a ser um fracasso e levar à frustração. A sugestão é: encontrar o correto alinhamento entre os diversos setores da sua vida e dedicar o tempo correto a cada um deles para atingir sucesso em todos.

Parece simples, correto? Durante sua palestra várias perguntas passaram pela minha cabeça: o quão simples é encontrar esse alinhamento? Será que estou realmente dedicando o tempo certo para cada aspecto? Ela está falando da Roda da Vida?

Ballard concluiu ligando as frustrações da busca pelo equilíbrio e o investimento incorreto de tempo nas áreas de vida com uma consequência grave: o aumento do risco de burnout.

O Burnout é o esgotamento físico e psicológico intenso, resultado de exposição intensa e por longos períodos de tempo a stress, principalmente no trabalho. O resultado é um estado depressivo, onde a pessoa não tem mais disposição ou energia para realizar qualquer atividade.(Leia mais em https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_burnout)

A própria Ballard passou por um burnout que levou ao desenvolvimento de uma doença autoimune.

Com a experiência de ter passado por uma situação extrema, ela reforça a importância do alinhamento e de ter momentos de recuperação, em diversas frequências, que ajudam a evitar o burnout no longo prazo. Sobre o alinhamento ela reforça: o importante é dedicar o tempo necessário, em cada aspecto da sua vida, de forma a ajudá-lo a atingir seus objetivos, sem negligenciar o que é realmente importante, e evitar o burnout.

Ballard sugere um exercício para nos ajudar a encontrar a melhor dinâmica de alinhamento entre a vida pessoal e o trabalho. O exercício consiste em listar todos os fatores externos que contribuem para sua vida, apoiando seu sentimento de bem estar, e identificar com qual frequência você precisa se dedicar a eles. Em seguida, avaliar a sua dedicação atual: é pouca, adequada ou muita?

Exemplos de fatores: atividade física, estudo, tempo com família, tempo com os amigos

Fatores Frequência Ideal Frequência Atual
Diário / Semanal / Mensal / Anual Pouco / Na medida certa / Muito

Agora, reflita: o que você precisa adequar para garantir o alinhamento necessário e controlar seus níveis de stress?

Outro exercício que ela ensinou foi o de avaliar qual o tempo você tem dedicado à sua reposição de energia. Para isso, faça uma lista de todas as atividades que você considera importantes para relaxar e repor suas energias. Essas atividades podem ser viajar, ler, assistir filmes, passear com a família, brincar com os filhos. Identifique, para cada uma, com qual frequência você precisa se dedicar a cada uma delas para se sentir bem.

Atividade Frequência Ideal
Diário / Semanal / Mensal / Anual

E reflita: como você pode ajustar a sua rotina para incluir essas atividades?

Esses pontos de reflexão são muito importantes, principalmente no contexto atual em que vivemos com bombardeio de informações e um sentimento crescente de aceleração em todos os cenários que nos leva a acreditar que estamos sempre correndo, ficando para trás, que não temos tempo suficiente para fazer tudo o que queremos. Mas a questão maior é: o que é “tudo o que queremos fazer”? Será que estamos colocando nossas energias nas atividades corretas? Estamos nos dando o tempo necessário para nos recuperar e, dessa forma, estarmos sempre prontos para fazer tudo isso que queremos?

Reduzir o ritmo não significa, necessariamente, deixar passar oportunidades, mas, no final, é conservar energias e estar preparado para quando precisamos mais, para os momentos em que precisamos de um esforço um pouco maior para realizar nossos sonhos.

 

Referências:

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Receitas: Cheesecake

Base:

  • Bolacha de maizena
  • Manteiga

Massa:

  • 225g Cream Cheese
  • 1 1/2 xícara (chá) de açúcar refinado
  • 3/4 xícara (chá) leite
  • 4 ovos
  • 1 xícara de creme de leite fresco
  • suco de 1 limão
  • 1 colher (sopa) essência de baunilha
  • 1/4 xícara (chá) farinha de trigo

Cobertura (opcional):

  • Geléia
  • Calda de frutas
  • Chocolate

Preparo da base:

Quebre a bolacha de maizena e misture com a manteiga derretida até formar uma massa. Espalhe essa massa na assadeira com lateral removível. Reserve.

Preparo do sour cream:

Bata o creme de leite com o suco de limão até ficar cremoso. Reserve

Preparo da massa:

Misture o cream cheese com o açúcar e bata até ficar cremoso. Misture o leite e adicione os ovos, um por vez, batendo a massa para deixar homogêneo. Adicione o sour cream reservado, a farinha de trigo e a essência. Misture bem até a massa ficar consistente e homogênea.

Despeje a massa sobre a base de bolacha na assadeira.

Asse em forno pré-aquecido a 180º por 1 hora. Desligue o forno e deixe esfriar com a porta do forno fechada. Após esfriar (cerca de 4-5h), leve à geladeira.

Depois de gelado, adicione a cobertura desejada ou sirva ao natural.

 

Receita adaptada de http://allrecipes.com/recipe/8350/chantals-new-york-cheesecake/

Thanksgiving 2017

É hora de agradecer. 2017 foi um ano cheio de desafios, mas também repleto de alegrias. E como todo ano, nessa época, eu só tenho a agradecer.

E o agradecimento este ano será diferente, porque o cenário que estou vivendo é muito diferente. O ano de 2016 me presenteou com um grande desafio pessoal, o qual não tive o melhor comportamento como resposta e isto me incomodou muito. Incomodou pois me fez pensar e sair da minha zona de conforto para enfrentar os medos que afloraram naquele episódio. Muito agradeço às pessoas que pacientemente me acolheram e me ajudaram a superar o desconforto inicial do confronto, e que, de inúmeras formas, talvez consciente, talvez inconscientemente, me mantiveram na zona de desconforto para que eu superasse definitivamente o medo que me acometeu.

Muitas ações realizei este ano para desenvolver habilidades, me tornar mais forte e mais hábil para atingir uma meta ambiciosa: inteligência emocional.

Mudei para meu apartamento, sozinha. Mudei completamente minha rotina. Dedicação alta à minha saúde e à prática de esportes. Mudança de dieta.

Um grande desafio superado: o de viajar sozinha, para um país que eu não conheço o idioma.

Um novo treinamento, levando minhas habilidades em lidar com pessoas (people skills) a outro patamar. Adicionalmente, aumentando meus pontos de controle emocional.

Um novo papel no trabalho. Dúvidas e soluções.

E, quando o ano está quase no finalzinho… e depois de tudo o que aprendi esses meses… uma clareza e uma certeza de que estou no caminho certo. E duas crenças se tornam cada dia mais forte: “tudo o que um ser humano consegue, eu também consigo” e “tudo o que eu preciso, está em mim agora”.

E, por isso, agradeço à todos aqueles que me ajudaram nessa caminhada neste ano. Especialmente, as pessoas que me ouviram, me aconselharam, me atropelaram (figurativamente, calma!). O diferente do agradecimento este ano é que não citarei nomes. Vocês sabem quem são e isto basta.

Muito obrigada pela oportunidade de estar com vocês. E por todo o aprendizado que me proporcionaram. Que 2018 seja muito mais, traga muito mais desafios para nós.

Meus momentos

Foram poucos momentos realmente marcantes da minha vida. E eu sei quais foram pq eu não tenho nenhuma recordação auditiva deles: minha formatura da 8a série, minha primeira palestra, meu primeiro pin e ontem.
É somente um silêncio massacrante nos meus ouvidos.
É como se o mundo tivesse parado. Não, é como se o mundo continuasse e eu parasse, olhando o mundo prosseguir a minha volta. Eu vejo os lábios se mexendo, mas nada ouço.
Não tenho reação. Não sei o que fazer. Não sei o que esperam de mim. A reação é automática, programada pro que eu acho que os outros esperam.
Parece sempre errado, tardio.

Agradecimento

Eu geralmente consolido meus agradecimentos do ano no Thanksgiving, mas esse primeiro semestre foi muito especial e terminou literalmente com chave de ouro.

Eu ainda não consigo expressar verbalmente o quanto tudo o que aconteceu esse ano impactou para mim, especialmente o dia de ontem. Quando começo a falar, ou mesmo escrever aqui, meus olhos já enchem de lágrimas com a emoção toda que eu senti.

Esse foi um semestre cheios de altas emoções, muitas mudanças. Terminei uma formação em coaching em janeiro, com direito a TCC que consumiu boa parte do meu primeiro trimestre rs Comecei a morar sozinha, o que foi um grande desafio no começo, mas com grandes perspectivas. Abri consultório de coaching, com direito a ajudar a pintar as paredes. Uma grande mudança no trabalho, que gerou uma montanha-russa emocional.

Esse ano está especialmente marcante por todas essas mudanças e, principalmente, porque no meio disso tudo eu ainda curti muito meus amigos – fui para Campo Grande e saí muitas vezes com as gurias aqui em Campinas. Também curti muito a família: irmã, pais, tios e primos com encontros fantásticos e muito, mas muito importantes para mim.

Entrei em pânico algumas vezes nesse semestre. E algumas pessoas foram especialmente importantes na gestão desse pânico. Carol, Michelle, Anni, Storolli e Beto. Vocês são demais. Estão sempre lá por mim. Cada um do seu jeito, mas todos de um jeito extremamente importante para me ajudar a passar por todas as dúvidas e medos que eu tive – e muitos que ainda tenho.

Ainda é difícil, e será difícil por alguns dias (senão semanas) falar para vocês o quanto ontem me marcou, e o quão profundo isso foi. Como a Carol comemorou, ela me viu pela primeira vez sem palavras. Na verdade eu tinha milhares na minha cabeça que eu queria falar para vocês, mas eu simplesmente apaguei na hora. Não ouvi nada e não conseguia falar nada. Estava literalmente no modo automático.

Porque quando o Beto começou a falar, passaram vários nomes pela minha cabeça, porque tenho a enorme felicidade de trabalhar num time que tem vários destaques, com pessoas de perfis tão diferentes e tão complementares, que me trazem vários desafios e me trazem uma facilidade muito grande pois suas complementaridades são fabulosas. E são pessoas que conseguem se adequar aos contextos umas das outras, brincar mesmo no meio do fogo. E querem estar juntos sempre – agora até grupo de corrida vamos ter, olha que fantástico!

Ontem eu tive uma reunião bem difícil, que tive que controlar uma situação de stress grande. Para quem me conhece, segurar meus impulsos é sempre um esforço muito grande, que me consome energia. E eu saí dessa situação direto para outra reunião, sem ter tempo para respirar.

Eu estava exausta porque foi uma semana nova para mim, porque voltei pra academia e fui todos os dias. Tive várias atividades em paralelo, incluindo uma palestra na quinta a noite. Então eu estava cansada e tudo estava me incomodando. Ficar sentada era um incômodo pra mim.

E daí vem essa surpresa. Fiquei extremamente nervosa e emocionada, pois as palavras foram as certas. E as pessoas são as certas. E ver a emoção nos olhos dessas pessoas foi muito especial para mim. Porque naquele momento passaram pela minha cabeça todos os desafios que superamos juntos. Todas as crises que passamos e rimos juntos no final. Todas as lágrimas que eu derramei, que vocês me ajudaram a secar, e que agora, não me soam desnecessárias, mas parte do caminho de amadurecimento que eu estou passando.

Eu sou uma pessoa extremamente emocional, um antigo coach meu já me disse isso, e foi quando ouvi isso pela primeira vez, com choque, que comecei a me aceitar assim. E foi ali que nasceu essa nova Vanessa. Que não tem medo de mostrar suas emoções, e que sabe dar nome a elas – nem todas ainda, mas no caminho. Eu também aprendi que eu devo agradecer pontualmente a cada um e farei isso no momento apropriado.

E na hora, a minha única reação foi fugir. Me esconder no meu cantinho. Mas todos vocês vieram a mim. E eu estava me segurando muito para não chorar. E eu não falei nada porque qualquer coisa que eu tentasse dizer, sairia em forma de lágrimas.

E ainda não sei expressar com a emoção certa, mas com certeza foi um misto de GRATIDÃO, AMOR, SEGURANÇA, AFIRMAÇÃO, FELICIDADE.

Eu agradeço muito todo o amor de vocês. Agradeço toda a paciência nos meus momentos de crise. Agradeço às palavras de conforto e de afirmação que me apresentaram.

Agradeço muito à minha irmã Lílian e ao Mateus que nunca desistem de mim, e que estão sempre lá me apoiando, me impulsionando e acreditando em mim. Agradeço ao meu pai que mesmo não entendendo meus porquês, sempre me ouve sem julgamento.

Agradeço ao Beto e ao Márcio que sempre acreditam em mim, algumas vezes até mais do que eu mesma.

Carol, Michelle e Anni… ainda sem palavras para vocês. Vocês já moram no meu coração 🙂

O reconhecimento de ontem, na verdade, foi para vocês. De tudo o que vocês me permitem fazer, ouvir, sentir.

Receita: Almondegas

Ingredientes:

  • 500g carne moída
  • 1 ovo
  • meia cebola picada
  • 1 colher (sopa) azeite
  • sal e pimenta a gosto
  • farinha de trigo para dar ponto de enrolar
  • 350 g molho de tomate

Modo de preparo:

Misture a carne com o ovo batido, azeite e temperos. Junte farinha até dar o ponto de enrolar. Modele as almôndegas.

Esquente azeite em uma panela e sele as almôndegas. Reserve. Aqueça o molho e coloque as almôndegas dentro. Cozinhe em fogo baixo por cerca de 15 minutos.

Rendimento: 12 almôndegas médias

 

Cinema sem pipoca: sem opção de compra de pipoca sem sal

Quem me conhece sabe que eu não sou a maior fã de cinema. Mas de vez em quando eu venço a força e resistência e vou assistir um filme. E ontem foi um dia desses. A crítica tem falado super bem de Wonder Woman, então lá fui eu investir no Cine 3D e ver esse filme que, segundo a crítica, é o melhor filme da DC. Vou deixar a crítica do filme para outro momento #meaguardem

Mas, o assunto aqui é outro. Eu AMO pipoca, porém, não sou muito fã de sal e acho que a manteiga em excesso estraga o sabor da pipoca. Vou-me então até o balcão e faço uma pergunta super simples: vocês fazem pipoca sem sal e sem manteiga?

A resposta foi a esperada: um enorme NÃO.

Fiquei indignada porque, no fundo, eu ainda tinha esperança de que com os novos tempos, moda fit, inclusão social, atenção à saúde, os cinemas já teriam se preparado para atender a um público especial: cardiopatas. Claro que não!

O mais engraçado é a cara do vendedor. O balãozinho dele dizia: “ah, mas quem come pipoca sem sal e sem manteiga?!”. Claramente as pessoas falam de inclusão, discutem saúde, mas não estão realmente preocupadas com isso. Mas, é tudo uma jogada de vendas: como vão vender refrigerante se a pipoca não desidratar irremediavelmente o cinéfilo desprevenido??

Isso foi no Kinoplex Campinas. Ainda vou verificar outros cinemas em Campinas, mas eu não acredito que vou encontrar a famigerada pipoca sem sal e sem manteiga por aqui.

Ou seja, a coisa mais gostosa do cinema, eu não vou conseguir curtir.