Cinema sem pipoca: sem opção de compra de pipoca sem sal

Quem me conhece sabe que eu não sou a maior fã de cinema. Mas de vez em quando eu venço a força e resistência e vou assistir um filme. E ontem foi um dia desses. A crítica tem falado super bem de Wonder Woman, então lá fui eu investir no Cine 3D e ver esse filme que, segundo a crítica, é o melhor filme da DC. Vou deixar a crítica do filme para outro momento #meaguardem

Mas, o assunto aqui é outro. Eu AMO pipoca, porém, não sou muito fã de sal e acho que a manteiga em excesso estraga o sabor da pipoca. Vou-me então até o balcão e faço uma pergunta super simples: vocês fazem pipoca sem sal e sem manteiga?

A resposta foi a esperada: um enorme NÃO.

Fiquei indignada porque, no fundo, eu ainda tinha esperança de que com os novos tempos, moda fit, inclusão social, atenção à saúde, os cinemas já teriam se preparado para atender a um público especial: cardiopatas. Claro que não!

O mais engraçado é a cara do vendedor. O balãozinho dele dizia: “ah, mas quem come pipoca sem sal e sem manteiga?!”. Claramente as pessoas falam de inclusão, discutem saúde, mas não estão realmente preocupadas com isso. Mas, é tudo uma jogada de vendas: como vão vender refrigerante se a pipoca não desidratar irremediavelmente o cinéfilo desprevenido??

Isso foi no Kinoplex Campinas. Ainda vou verificar outros cinemas em Campinas, mas eu não acredito que vou encontrar a famigerada pipoca sem sal e sem manteiga por aqui.

Ou seja, a coisa mais gostosa do cinema, eu não vou conseguir curtir.

Polêmica: Bolsonaro e o radicalismo

A polêmica dessa semana é o discurso inflamado de Jair Bolsonaro no Clube Hebraica em São Paulo. Para quem não viu ainda, aqui está o trecho mais polêmico:

No YouTube, a legenda diz “Discurso de ódio”. Li inúmeros comentários e, assim como em outros casos que estamos vivendo nesse país, o público está dividido em duas partes opostas: os que o defendem, e os que o criticam.

Não estou aqui nem para defender, nem para critica Bolsonaro pessoalmente. Meu papel aqui é ajudar as pessoas a sair do seu “quadrado” e pensar profundamente sobre seu comportamento.

Estamos vivendo um momento muito singular em nosso país. Por um lado temos uma série de movimentos buscando igualdade e respeito, como os movimentos feministas, LGBT e afro. Por outro lado, vemos uma cisão política radical onde só existem dois lados: o certo e o errado. E essa dualidade extende-se para outros adjetivos: direita e esquerda, situação e oposição, entre outros. Continue reading