Reencontrando pessoas do passado: escola

E depois de alguns anos procurando, encontrei no facebook uma professora muito querida.

Ah, que saudade daqueles tempos. Não como as outras pessoas tem saudade. Mas saudade de aprender todo dia algo novo. Da motivação por acordar pela manhã, da intensidade do sentimento de conquista ao final do dia. De saber que no dia seguinte, algo novo e inesperado seria apresentado.

A ansiedade pelo dia seguinte fazendo folhear as páginas seguintes e antecipar os exercícios para aproveitar ao máximo cada minuto da aula.

E depois de alguns anos, a felicidade de passar adiante um pouquinho do que aprendeu para alguém.

Tive o provilégio de ter excelentes professores, tanto em casa quanto na escola.

Minha tia Fátima, que era absolutamente envolvida com sua profissão e que tanto me ensinou nas férias, na casa da vovó. Que incentivou tanto meus estudos, me inscrevendo no Ciranda da Ciência e tirando dúvidas por telefone. Longe, mas sempre perto. Meu tio Ruy, que sempre apoiou esses momentos, que me inspirou a gostar de fotografia e a aprender um pouco mais sobre isso, e não ficar só em fotos bobinhas, mas capturar os momentos. Que sempre foi fascinado por tecnologia e me envolveu nesses momentos de descoberta (nunca vou esquecer da máquina de escrever eletrônica).

Minha mãe, que tomava a tabuada, ou a conjugação verbal enquanto cozinhava nosso almoço.

As pacientes professoras do primário, que até me protegiam como mães, mesmo quando eu fazia algo que não era totalmente correto (desculpa quem apanhou de mim e ainda levou bronca).

Os grandes professores do ginásio. Ah, época terrível rs Tive grandes professores. Judiei de alguns deles, é verdade, discutindo assuntos que até hoje estão na categoria “sexo dos anjos”. Aprendi muito nessa época. Bati cabeça antes do que todo mundo. Passei por situações na sétima, oitava série que algumas pessoas que conheço só passam no seu primeiro ano de estágio. Lições de como lidar com trabalho em equipe, como aceitar as pessoas como elas são. Como aceitar que as pessoas não são iguais a você e você não pode mudá-las. Como é difícil assumir toda a responsabilidade para si e ver os outros receberem os benefícios sem nenhum esforço. E mesmo assim ter que trabalhar em equipe.

É engraçado como lembro de coisas dessa época quando passo por alguma situação parecida. Como lembro do prof Dimas me falando que eu tinha que aprender a trabalhar em equipe, mesmo sabendo que eu faria todo o trabalho de pesquisa. De como ele me desafiava com perguntas que eu provavelmente não deveria estar preparada para responder. E de como ainda não aprendi a lição completamente🙂

Das aulas de matemática com a profa Marçal, que me dava a liberdade de estar três ou quatro lições à frente da turma e tirar minhas dúvidas todas sobre a matéria. De como eu esperava a turma chegar naquela lição para fazer minhas perguntas.

Do prof Adriano que sugeria a leitura de livros muito legais para ajudar a entender a matéria. Dos filmes de história que fomos ver no cinema com a turma (mesmo quando jogavam chiclete no meu cabelo).

Os amigos professores Cassia, Adilson e Denise que me ajudavam com a lição de casa quando minha mãe não sabia o conteúdo.

Meu pai ajudando a datilografar meus trabalhos de geografia.

É… posso dizer que sou uma pessoa extremamente privilegiada🙂

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