Imaturidade, inveja, insegurança e seus opostos

Tenho pensado muito sobre esses assuntos ultimamente. Estou mais atenta a eles, também, e tenho reparado em vários sinais, nas mais variadas situações. E uma grande “coincidência” foi eu começar a semana lendo um artigo sobre o tema, que um amigo compartilhou no facebook.

É muito interessante o número de vezes que nos deparamos com pessoas que fazem um ou vários dos itens citados no artigo. E essas pessoas fazem sem perceber – ou sem perceber o quanto isto atrapalha a vida delas.

Muitas pessoas são tão emocionalmente dependentes das outras, que se autosabotam para conseguir suprir essa necessidade. E a maioria das vezes saem machucadas.

Vivenciei algumas situações e não vou entrar em detalhes sobre quem ou quando, mas vou tentar comentar aqui o comportamento geral e a consequencia disto.

I – Dependência emocional

Já vi muitas pessoas confundirem a dependência emocional com outras dependências mais “mundanas” (financeira, por exemplo). Nossa sociedade capitalista, que valoriza o “ter” em detrimento do “ser”, faz com que se criem certas ilusões sobre nossa vida, como devemos nos comportar, etc. Conheço várias pessoas que demonstram forte dependência emocional e esta dependência vai migrando de pessoa em pessoa, conforme o tempo passa e as pessoas entram ou saem das suas vidas. Essa dependência emocional tem uma raíz tão forte que a pessoa se oprime, se esconde atrás dos outros, tudo para manter o vínculo de dependência que ela acredita ser imprescindível para sua sobrevivência.

II – Baixa compreensão da relação causa-consequência

Com a experiência, os anos e o aumento da maturidade, a relação causa-consequência tende a se aprimorar. Isto é uma das causas da dificuldade da maioria dos adultos de experimentar coisas novas e aprender um novo idioma ou uma nova habilidade. Por saber qual é a consequência, a pessoa acaba criando barreiras que a impedem de mudar, se aprimorar, crescer.

Quando falamos de um tema tangível, muitas pessoas demonstram grande consciência sobre as escolhas que fazem e a consequência que isto gera. Mas nas pessoas mais imaturas, os temais menos tangíveis, principalmente os das relações humanas, geram grande dificuldade de compreensão da consequência de suas escolhas. Em parte, porque essas pessoas não percebem o impacto de seus atos na vida dos outros; em parte, porque o sentimento de vítima que essas pessoas possuem as “iludem” de que elas “somente estão reagindo adequadamente a uma situação que lhes foi imposta”.

Recentemente ouvi de pessoas próximas coisas do tipo “não fui no evento porque não era bem-vindo”, apesar de ter sido convidado não só por uma, mas várias pessoas que estariam presentes. O que nos leva ao ponto

III – Vitimização

Imagino que todos (ou quase todos) passam por fases de vitimização, ou seja, em que se sentem vítimas de todos os males do mundo. Eu já passei por isto em alguns momentos da minha vida. Acho que é uma forma de auto defesa, auto preservação.

O problema é que, se sentir sempre a vítima, só faz com que deixemos passar grandes oportunidades de sermos pessoas melhores e de termos uma boa experiência. Muitas vezes, quando a pessoa está nesta fase pessimista da vida, ela deixa passar certas oportunidades de trabalho, de amizade, de estudo, que não voltam mais.

O que eu posso dizer sobre como superei esta fase? Primeiro, enquanto eu me sentia a vitima, eu só reclamava das coisas, gastava muita energia reclamando do que estava ruim e não fazia nada para mudar o cenário. Durante muito tempo eu reclamei que existia uma distância grande entre as duas unidades da empresa. Analisando este período, o que eu fiz para que essa “distância” reduzisse? Nada. Isso mesmo, nada! Em grande parte porque eu não achava que eu era o problema. Na minha visão, eu estava tentando, mas era o outro lado que não dava a importância necessária. O que mudou? Nada. Pode ser que a outra parte pensava o mesmo que eu. Mas eu, hoje, vejo que o problema mesmo é que, por mais que os dois lados se esforçassem e tentassem muito (e tentamos!), o fato de eu já iniciar a ação “sabendo” que não ia dar certo, fazia com que eu tomasse decisões que levassem àquele resultado.

Hoje, eu tenho um sentimento de que a proximidade é muito maior. E o que mudou? Tecnologicamente, nada. Processualmente, nada. Mas eu mudei. Parei de reclamar que não me davam atenção. E continuei a fazer o que eu acredito ser a minha parte na comunicação, não esquecendo de sempre lembrar de coisas que podemos mudar no processo e na tecnologia para facilitar a aproximação.

IV – Passividade e baixa pro-atividade

É muito mais fácil ser passivo na vida. Deixar as outras pessoas fazerem as coisas e só receber os resultados. Muita, mas muita gente mesmo é pouco pro-ativo. E se juntarmos a falta de proatividade, com o sentimento de vitimização e/ou com a baixa compreensão de causa-consequência, temos um coquetel bem interessante: pessoas que não tomam a iniciativa e reclamam constantemente de falta de oportunidade e baixo reconhecimento.

V – Imaturidade

Lemos e ouvimos muito sobre pais que não estão preparados para ter filhos. O alto número de crianças que são educadas na base do “passar a mão na cabeça” e prêmios sem fim, porque os pais se sentem culpados por trabalhar fora mostra que falta maturidade dessas pessoas.

Em primeiro lugar, esses pais não sabem como tratar seus filhos. Ouvimos muito os especialistas dizerem “qualidade ao invés de quantidade”. E é verdade! O que é melhor: uma mãe/pai que fica o dia todo com o filho assistindo tv, ou uma mãe/pai que passa 1h todo dia ajudando na lição de casa, brincando de boneca, jogando damas/xadrez, lendo um livro?

Segundo, que essas crianças aprendem uma distorção da realidade: aprendem que as coisas são fáceis de se obter se você usar a chantagem emocional; que tudo se resolve com um presente altamente desejado; que as pessoas tem sempre que reconhecer o que ela faz; que ela tem que receber atenção em todos os momentos que quiser, independente de como os outros estão se sentindo; que se ela reclamar, alguém vai resolver o problema, mesmo que seja mais difícil para o outro do que para ela.

Outro dia conversando com amigos que tem filhos, fiz um comentário, a partir de observações que eu fiz na minha vida: os pais que oferecem um ambiente tranquilo para os filhos, terão menos dificuldades na educação desta criança, a criança terá mais facilidade de aprender e maior oportunidade de amadurecer no tempo certo.


Consequências e sintomas

É inacreditável o número de pessoas que removem você do facebook/orkut ou seja lá que rede social você utiliza se você comenta uma verdade que ela não consegue tratar emocionalmente. Isto é só um sinal do nível de maturidade dela.

Também existem aqueles que ficam chateados contigo porque você não respondeu uma mensagem no chat – mesmo que você não estivesse online ou na frente do pc naquele momento. Isto não importa para elas. A necessidade de atenção é muito maior do que o racional da sua disponibilidade.

Notas

Este é meu blog pessoal. Não teho nenhuma referência sobre o assunto tratado neste post porque não li nada específico em nenhum lugar. É simplesmente minha opinião sobre esse assunto e sobre o que tenho observado no trabalho, com os amigos e com a família. Não tenho o objetivo de ofender ninguém, mas o de registrar minha opinião sobre um tema que poucos discutem, mas que tem uma consequência muito grande na vida pessoal e profissional da própria pessoa e daqueles que convivem com ela.

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