Filmes de super heróis (Parte 2)

Ok. Terminei (finalmente!) de assistir os três filmes: Thor, Captain America & Green Lantern. Agora posso falar mal com conhecimento de causa.

Primeiro, queria relembrar que eu não gosto de super-heróis. Sou mais fã de anti-heróis. X-Men e Batman (sim, Batman é um anti-herói) são meus preferidos. E por quê?

Muito simples. Os heróis são figuras que não poderiam existir no mundo real. São totalmente míticas. Pense só: eles são altruístas; sua vida é totalmente dedicada à causa alheia; abandonam qualquer situação para socorrer alguém em perigo; não tem vida pessoal; tem poderes sobrehumanos (alguns com explicação bem tosca); tendem à perfeição (aparência, comportamento e sentimento). Já os anti-heróis são humanos; tem vários defeitos que não tentam esconder; possuem vida pessoal; nem sempre socorrem as pessoas; tem razões por trás das suas boas ações; chegam a ser egoístas algumas vezes; suas ações seguem uma lógica dentro da sua busca por atingir seus próprios objetivos, que, em algumas vezes, é só satisfação do ego. Nem por isso eles são maus. Pelo contrário. Quantas vezes esses anti-heróis já salvaram vidas?

Bem, com isto em mente, e lembrando que tanto Thor quanto Capitão América são filmes-introdução para o Avengers e uma série (espero que finita) de filmes, e que são heróis muito conhecidos do público, e que Hollywood também pode mudar essas histórias para a famosa receitinha de bolo… Os dois deixam a desejar.

Já falei mal do Green Lantern aqui, mas vou ter que repetir. Péssima escolha do ator principal. Reynolds com aquela cara de bebê chorão não consegue personificar um herói. Até concordo que o ator possui algumas características do Hal Jordan e no começo do filme isto fica bem explícito. Mas quando ele começa a assumir a identidade do Green Lantern, a atuação de Reynolds começa a definhar.

Voltando aos dois principais… O Captain America ainda é o melhor. A história faz muito mais sentido do que a do Thor. Captain America era um produto de marketing do pós-guerra. Ele foi feito para ser daquele jeito, ser um motivador para as tropas e a população. E na história ele começa a entender que pode usar seus poderes, sua influência para realizar algo maior do que só marketing motivacional. Pena que ele entra em coma.

Já o Thor… A história é muito boa. Foi muito bem retratada. Adorei o Anthony Hopkins no papel de Odin. Aliás, dos três esse foi o que mais investiu em elenco. Hopkins, Natalie Portman, Stellan Skarsgård, Rene Russo. O ator que fez o Thor era o menos conhecido de todo o elenco. E mandou bem. Créditos a Kenneth Branagh, que conseguiu juntar esse elenco todo e fazer com que cada um tivesse seu brilho individual, sem abafar ninguém. Coisa que Martin Campbel não conseguiu fazer no Green Lantern.

O problema mesmo do Thor é a receitinha hollywoodiana. No Iron Man e Captain America a receita está lá, mas os diretores tiveram o talento de deixar fluir naturalmente. Até o Green Lantern é mais discreto que Thor. A escolha da Natalie Portman como a cientista torna claro na primeira cena que vai rolar romance entre os dois. Fora que o filme é super clichê, com a disputa fraternal que desencadeia toda a história. Se não fossem os efeitos e o elenco (Chris Hemsworth, apesar de loiro, é um arraso), e toda a expectativa sobre o que SHIELD vai fazer com essa informação toda, não valeria a pena.

E já que estamos falando nos Avengers, tenho que falar no Iron Man. De todos os filmes ligados à SHIELD, os Iron Man ainda são meus favoritos. O carisma do Stark, interpretado por Robert Downey Jr salva os dois filmes. Claro que não podia deixar de elogiar o diretor, Jon Favreau, que mandou muito bem como diretor e como motorista do Stark. Alias, Favreau sempre pega uma pontinha nos filmes que dirige. Espero que o terceiro filme seja melhor, porque o segundo caiu em qualidade comparado com o primeiro.

Então, se você está pensando em assistir ao filme Thor, não vá só por ele. Veja o filme pensando no futuro, lembrando que Avengers será lançado em breve. Só espero que Joss Whedon não me decepcione. Porque a escolha de Rufallo pra Bruce Branner já está me deixando com um pezinho atrás sobre os Avengers…

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