Aventuras: New York City – part 2

Prosseguindo com minhas aventuras em NYC.

Dia 3:
Dia reservado ao museu. Já tinha caminhado muito no dia anterior. Queria alimentar a minha mente. Não adiantava sair muito cedo de casa porque o museu só abre as 9h. E fecha as 17h. Para aproveitar bem, resolvi ir no Metropolitan e deixar o Natural History para o dia seguinte. Como o museu abria tarde, resolvi ir num diner e tomar café da manhã tradicional. Ah, que alegria quando eu pedi “Waffles and apple juice”! Sonho realizado hahaha

O Metropolitan é muuuito legal. Mas não dá pra ver nem metade em um dia. Acho que bem precisa de uns três dias pra ver tudo com calma. Paguei um audio guide e foi a melhor coisa que eu fiz. Aproveitei muito melhor o museu. Fica a dica😉 A organização dos museus lá é fantástica! Cada peça ou salão tem um número. Não existe um roteiro a ser seguido. Você cria o seu roteiro, digita o número que quer ouvir mais informações no audio guide e pronto. E você ainda pode escolher o idioma. Eles tem vários idiomas. Preferi escolher o inglês, por via das dúvidas. Foi até interessante. Tinha uma galera do Japão pegando audio guide. Quando eu fui ser atendida, o rapaz do balcão disse “Oh, thank God someone who speaks english!”. Eu imagino os apertos que eles devem passar, porque tinha uma senhora japonesa que não conseguia entender o básico de inglês e para ele explicar como funciona o audio guide foi uma luta!

Basicamente eu visitei a parte da antiguidade: Grécia, Roma, Bailônia, Egito e outros povos que tinham exposições menores. E a parte do Egito antigo no museu é fantástica! Eu não acreditei no número de mausoléus e templos originais que eles trouxeram direto do Egito e remontaram no museu. Na verdade, tinha muito disso no museu inteiro! Não é a toa que os museus são tão gigantescos! E o audio guide desses setores era fantástico. Era um tour, mesmo. No audio, o guia dizia onde você deveria pisar, o que olhar e em qual momento. Muito jóia! E uma das fotos mais bonitas que eu tirei nessa viagem foi perto de uma esfinge que compunha um templo doado pelo governo egípcio ao governo americano.

Para ser sincera, não me lembro de ter almoçado esse dia. Lembro de ter passado em um mercado e comprado suco e bolachas. Devo ter almoçado isso mesmo. Porque quando eu saí do Metropolitan, fui até o outro lado do Central Park, na 51st St para pegar o aluguel de bicicleta que meu passe me dava direito. Eu achei que tinha todo o equipamento de segurança, mas não… Só a bike mesmo. Mas tudo bem, era dentro do Central Park. E eu não tinha noção do tamanho do lugar e de que tinha várias ruas da cidade que atravessam o parque! Louco!!! A maioria das ruas é só pra transeuntes e ciclistas, mas tem a 72nd St e a 68th St que passam dentro do parque! E tem semáforo e tudo. Além disso, tem carros que transitam dentro do parque também, então ciclista só na faixa delimitada.

Eu tinha 3 horas para fazer o passeio. Não tinha noção do tamanho do parque e nem que o terreno era tão acidentado. Como todas as ruas são bem planas, e Manhattan é uma ilha, imaginei que seria tudo plano no parque. Doce ilusão! Primeira rua e uma descida alucinante! Adorei, né? Só que fiquei pensando em como eu iriar subir aquela rua depois LOL Bem, resumindo a história, eu pedalei com calma, fui até o castelinho, admirei os lagos, parei algumas vezes para sentar e comer algo. No final das contas, pedalei 75% do caminho. Os últimos 25% eu não aguentei ir pelo parque. Resolvi subir até a rua, pela 61st St e ir pedalando pela ciclovia até a 51st, onde era a loja de aluguel da bike. Cheguei morta na loja, entreguei a bicicleta e fui pro metrô. Ah, ainda era super cedo. Nem era 17h ainda. E lembrem-se que o sol se punha depois das 20h! Bem, haviam me indicado de ir na “Bodies… the exhibition”. Eu tinha tempo, tinha ingresso, resolvi ir. Olhei meu mapa, meu livro do city pass, peguei o metrõ e fui.

A região é muito bacana. A exposição estava perto do Pier 5, na zona sul de Manhattan, perto de Wall Street. Não podia tirar fotos lá, então não tenho nenhuma. Mas comprei uma camiseta bacana. Bem, visitei a exposição, gostei muito, mas chega uma hora que você enjoa porque fica vendo aqueles corpos todos e muitos órgãos doentes. Começa a dar agonia. Quando saí, estava quase escurecendo. Acho que fiquei bem umas 2h na exposição. Comprei uma camiseta de lembrança e voltei pra casa. Nessa altura, já tinha as manhas do metrô e peguei o expresso. Rapidinho estava na Lexington Ave.

Dia 4:
Último dia em NYC. Um pouco triste porque não consegui fazer muita coisa, mas também feliz por voltar pra casa da Lílian. Havia combinado de pegar o trem no final da tarde, depois das 19h. Tinha ainda algumas coisas que eu queria fazer. Ir no Natural History Museum, Visitar o Strawberry Fields no Central Park, porque não consegui chegar perto de lá no dia anterior. É… quando cheguei naquela parte do parque, minhas pernas já não aguentavam a bike e já estava quase no fim do horário pra devolver. Também queria fazer um passeio de barco ao redor da ilha de Manhattan. Então, o plano era: Strawberry Fields, Museu, Barco e ir embora. O passeio de barco que eu queria era de 3h e começava as 15h. Sorte que os três lugares ficavam no lado oeste da ilha. Perfeito!

Saí a pé até o metrô. Eu até pensei em atravessar o parque a pé, mas resolvi poupar meus pezinhos. Ainda bem! Peguei o metrõ, fiz uma baldeação e desci pertinho do lugar onde eu queria. Fui até Strawberry Fields e vi o local em homenagem a John Lennon. Consegui tirar fotos lá. O engraçado é que eu consegui tirar várias fotos sozinha nos locais que geralmente são disputados. Boa observação da Lílian.

Bem, segui dali para o museu a pé. O museu não é tudo o que eu imaginava. É bacana, sim. Mas se eu tivesse que escolher com certeza escolheria voltar no Metropolitan e não no Natural History. Eu até que me diverti tentando encontrar os personagens do filme Night at the museum. O museu é enorme – como todos lá – e comecei pelo 5º andar, setor de Paleontologia. Tirei fotos com o T-Rex – claro! Tem vários ossos que você pode por a mão e sentir a textura. Cometi um erro enorme lá. Eu tinha direito a assistir à apresentação do planetário. Como eu nunca tinha ido num planetário e tinha tempo, resolvi ir. Não sei se foi bom ou ruim.. ou ambos. Eu não assiti nada! Dormi que nem uma pedra a apresentação inteira. Mas fala sério! Sala escura, com umas imagens esparças no teto, todo mundo praticamente deitado na cadeira olhando pro teto. Eu cansada horrores de ter caminhado nos dois dias anteriores e ter dormido pouco. Dormi mesmo! Espero que não tenha roncado LOL

Ah, pior cena que eu vi no museu foi o mapa da floresta amazônica. Tudo no Brasil e américa do sul é floresta amazônica para eles. Inclua na conta o Cerrado, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica. Só não entrou o Rio Grande do Sul, com seus pampas. Até Floresta de Araucária entrou na dança. Se fosse em um livro de geografia já seria difícil de engolir, mas no museu? Imperdoável!

Quando eu sai, já estava com fome. Fui até a cafeteria, que estava lotada. Lutei até encontrar algo que não fosse só gordura e sal (no flavor). Peguei um sanduiche natural muito maior do que eu aguentaria comer, mas achei que valeria a pena, já que eu chegaria tarde em casa, e poderia comer no trem. Boa pedida. Mas como não podemos ter sossego sempre, fui incomodada no meu almoço pelo cara mais estranho da face da terra. Nojento, falava com a boca cheia de comida e ainda implicou com meu almoço. Resolvi terminar o almoço mais rápido e ir embora.

Ainda dei mais uma voltinha pelo museu e resolvi sair sem pressa. Peguei novamente o metrô, dessa vez rumo às docas. Ia pegar o barco para o tour ao redor da ilha. Uau! Parecia que seria bem legal. Um passeio ao redor da ilha de Manhattan, sentada no barco, sentindo a brisa. Bem merecido nas férias, não? Realmente o passeio foi ótimo! Como o sol estava forte, resolvi pegar um lugar na área coberta do barco. Boa pedida. O passeio era de 3h de duração. Consegui ver todas as pontes que ligam a ilha ao continente. E o guia dava explicações sobre todos os pontos. O barco não parou nenhuma vez. Navegava bem devagar, mas não parou. Consegui tirar umas fotos muito legais. Comecei a treinar umas fotos diferentes com a máquina. Show!

Ao final do passeio, ainda estava claro, porque era umas 19h. Saí correndo pra pegar o metrô. Tinha que andar umas seis ou sete quadras até a estação mais próxima. De lá, era tranquilo chegar na Penn Station. Bem, estava eu andando pela rua, com mochila nas costas e bolsa a tiracolo, e eu comecei a sentir que tinha alguém me seguindo. Olhei pra tras e tinha um rapaz bem suspeito, de boné, calças jeans, sem mochila ou bolsa, andando com as mãos nos bolsos. Tentei disfarçar e mudar de direção. Desviei meu passo na calçada (que é mega larga), e ele fez o mesmo movimento. Desviei de novo, ele seguiu. Putz, fiquei com a certeza de que ele ia me assaltar. E eu com dinheiro, cartão de crédito e máquina fotográfica na bolsa. Medo. Cheguei numa esquina, quase na estação de metrô, tinha um grupo de velhinhos esperando pra atravessar. Parei junto e fiz que ia atravessar a avenida. Ele passou reto. Esperei um pouco e ele atravessou a rua, seguindo pro mesmo sentido que eu ia. Fiquei mais um pouco, esperei ele se afastar e continuei meu caminho. Foi por pouco!

Peguei o metrô e desci na estação correta. Agora era o problema. Onde era a Penn Station? Saí na rua e não encontrava a estação de jeito nenhum. Dei a volta no quarteirão, olhei no mapa várias vezes e comecei a procurar pontos de referência. Quando eu já ia perguntar para alguém, olhei pro outro lado e vi a estação. Ufa! Comprei a passagem, corri até a plataforma, embarquei e liguei pra Lílian. Ia pegar o trem das 19h40 ou algo assim. Previsão de chegar as 20h30 em Trenton. Até aí tudo bem. Minha bateria estava acabando, então resolvi economizar. Me sentei, peguei minha cruzadinha e comecei a me divertir. Chegando na primeira estação, outra surpresa. O trem quebrou! Só comigo acontece essas coisas. Fomos orientados a desembarcar e pegar o trem expresso. Boa! Assim eu nem precisaria ligar pra Lílian avisando do atraso, já que o expresso pára em algumas estações somente. Mas, como alegria de pobre dura pouco, assim que embarcamos e chegamos na Penn Station de New Jersey, fomos avisados que o expresso iria se comportar como local e parar em todos os lugares. Liguei pra Lílian quando estávamos na estação do aeroporto. No final, não cheguei tão tarde em Trenton. O trem não atrasou tanto. Cheguei antes das 21h. Lílian e Mateus já à minha espera, me levaram pra casa.

Leia mais:

New York City part 1

USA – chegada

USA – preparativos

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