Aventuras: New York City – part 1

Ah, esse começou legal. O plano original era ir pra NY logo na primeira semana. Lílian com viagem marcada pra Cinci e eu pra NY. Eu cheguei em Philly no domingo, tinha a segunda de folga e terça me mandava pra NYC. É perto. 1h de trem a partir de Trenton, cerca de 40min de Bensalem até Trenton. Sussu. Problema era hospedagem. Não consegui nenhum CS pra me hospedar. Hostels estavam caros e lotados. Sorte que uma prima da tia do Mateus aluga um quarto para viajantes. Ligamos pra ela e… surpresa! Ela já estava com gente no período da minha viagem. Mas ela foi extremamente bacana e disse que me hospedava, desde que eu não me importasse de dormir na sala. 100%!

Dia 1:
Então, com tudo arranjado, montei minha mochila e fui pra NYC. Mateus me levou até Trenton na terça de manhã, antes de ir pro trabalho. Pegamos um trânsito louco na estrada pra New Jersey. A placa na estrada dizia algo do tipo “10m 20min”. Doido. Na estação de trem, me dirigi até a fila de compra. Pra minha surpresa, estava pequena (umas três ou quatro pessoas), mas um funcionário estava avisando que havia um descarrilamento na Penn Station em NYC e não havia previsão de liberar os trens saindo de Trenton. Bem, eu estava a passeio, mesmo, então não tinha muito o que fazer. Comprei a passagem e fui até a plataforma. Cheguei lá, o trem estava paradinho, muita gente na plataforma. Confirmei com o funcionário se aquele ia pra NYC. Ele disse que sim e reafirmou que só não sabia que horas! Aff. Pra não ficar zanzando na plataforma, embarquei e me ajeitei no trem. Estava com o celular e o mp3 player, livro e cruzadinha, além de um snack e água na bolsa. Ainda bem!

O trem que deveria levar cerca de 1h pra chegar em NYC, levou umas 4h. Saiu logo em seguida do meu embarque, mas a cada estação parava e ficava esperando liberação. Aproximadamete 15-20 min em cada estação. Então foi a passo tartaruga, mesmo! Conclusão, ao invés de chegar as 10h em NYC, cheguei as 13h! Ainda bem que tinha um povo bacana no trem, e fui conversando em alguns momentos, conforme o povo embarcava e desembarcava.

Chegando na Penn Station, peguei o metro. Daí foi legal. Comprei logo um week pass por US$28 pra não ter dor de cabeça. Valeu muito a pena, porque usei muito o metro na cidade. E NYC tem muuito metro! Tem pra mais de 25 linhas de metro só em Manhattan! Sem brincadeira. Eram linhas de A-Z e de 1-6. Peguei várias. Depois de uns dois dias até peguei a moral de trens expressos, troca de plataformas, estações de baldeação. Tava praticamente novaiorquina LOL Cheguei a dar informação sobre os trens algumas várias vezes😉

Por sorte, fiquei hospedada a uns 3 quarteirões do Metropolitan. Show! Mas cheguei com chuva em NYC. Eu queria muito ir no Jardim Botânico do Brooklin, ainda mais porque de terça-feira a entrada é gratuita. Até cheguei no portão, mas com uma chuva torrencial! Nem entrei. Fiquei encharcada esse dia. Ótima oportunidade de testar o poder sobrenatural da toalha de alta absorção. Praticamente secou meu tênis! Maravilha!

Os planos era visitar a Estátua da Liberdade, Ellis Island, Empire State, Top of the Rock, Central Park, Grand Central, Metropolitan, Natural History Museum. Como eu comprei o New York Pass, tinha direito a fazer todos os passeios em 3 dias. Tinha muito mais passeio do que eu podia conseguir fazer em 3 dias. Mesmo usando metro a torto e a direito! Era impossível. E meu prazo era sexta-feira a tarde. Nesse meio tempo, tinha um evento do CS acontecendo na cidade, mas não consegui ir em nenhum encontro. Tudo bem. Fica pra próxima😉

Bom, depois do banho de chuva do primeiro dia, cheguei em casa cedo, tomei um banho pra não pegar uma gripe e estragar com o resto da viagem.

Dia 2:
O plano era pegar o primeiro ferry para ver Miss Liberty. Feito. Cheguei no parque onde tem o atracadouro perto das 8h. Retirei meu ingresso, que não dava direito a entrar na estátua, mas quem precisa disso? Embarquei e fiquei do lado de fora do barco, pegando sol e vento no rosto. Delícia! As fotos é que ficaram meio zuadas. Ninguém se ofereceu pra tirar uma de mim! Tudo bem… A estátua é a coisa mais chata que se pode fazer em NYC. É um passeio extremamente padrão. A ilha é minúscula. Não tem graça alguma ficar olhando pra ela do chão. Fiquei pensando se não valia comprar o ingresso pra entrar na estátua, mas acabei desistindo. Meu dinheiro não nasce em árvore. Tá, tirei umas fotinhos bem padrão. Marquei presença. Olhei pra ilha de Manhattan e encontrei o ponto onde ficavam as torres gêmeas (tem uma placa na ilha demarcando o ponto e vários pinheiros plantados em homenagem às vítimas, não tem como errar). Dica: não vale ficar mais do que 30min na ilha. Pegue logo o barco pra Ellis Island e seja feliz!

Saí correndo e consegui pegar o barco para prosseguir viagem. Quase perdi o barco. Se isso acontecesse, teria que esperar mais 30 min. Não só não estava a fim como iria ficar brava logo cedo. Enfim, deu certo. Cheguei na Ellis Island e essa, sim, vale a pena. Minha vontade era de ficar o dia inteiro por lá! Até o último barco. É muito legal o museu. Super informativo, bem interessante. Muita coisa pra ver e pouquíssimo tempo. Almocei meu primeiro cheeseburger. Acho que foi o último! Decepção total! Coisa ruim! Não tem gosto nenhum. Só sal e gordura. Aca! Por isso e outras que eles ficam loucos quando vem pro Brasil. E a batata frita? Consegue ser totalmente pior que o lanche. Eu não costumo colocar sal em batata lá em casa, mas nos EUA não teve jeito! A batata não tem absolutamente gosto de nada! Intragável se não colocar sal e outros condimentos. Entendi completamente porque eles colocam tanta coisa em cima (maionese, catchup, etc).

Voltando. O legal da Ellis Island é que tem uma porção de filmes e apresentações sobre a época em que a ilha era usada para recepcionar os migrantes. Assisti uma apresentação super bacana dos hearings, que eram sessões onde os imigrantes, após passar por todas as triagens, ainda assim tinham seu visto negado. Antes de ser mandados de volta pro país de origem, poderiam se defender em uma das Hearing Rooms e seu caso ser novamente julgado.

Acho que era umas 15h quando eu decidi voltar pra cidade. Quis aproveitar o tempo bom, sem chuva, pra passear o máximo. E com o horário de verão, só anoitece depois das 20h, então fui caminhar! Passei pelo Groud Zero, mas não tinha nada de mais por lá.

Segui de metrô até a Grand Central Station. No meu passe tinha direito a um audio tour na estação. Não era a coisa mais legal que eu queria fazer, mas como tinha tempo pra gastar, resolvi arriscar. Afinal, era praticamente um museu vivo. Final das contas: um dos melhores passeios que eu fiz em NYC. Tanto que depois voltei com a Lílian, mas isso fica pra depois.

De lá, segui a pé até o Empire State Building. Subi, olhei a cidade, tirei umas fotos, desci. Lugar chato. Não vejo a graça em olhar cidade de cima😦 Só prédio. Mas meu plano era ver NYC de dia no Empire State e ao anoitecer no Top of the Rock. Então, prossegui pro Rockfeller center. Quando cheguei na 80th St tava um tumulto enorme. Uma galera olhando pra cima. Olhei também, como todo bom curioso. Não vi nada. Achei que estavam me sacaneando. Dei a volta no prédio porque a entrada do Top of the Rock era pela 82nd St. Quando cheguei lá, o fuzuê era maior ainda! Tinha tanto carro de polícia, bombeiro e ambulância que nem deu pra contar. O número de policiais era enorme. A rua estava fechada com barreiras – aquelas que a gente sempre vê em filmes, sabe, escrito NYCPD, toda azulzinha. Bem, cheguei perto e perguntei o que estava acontecendo. Resposta: “Jumper at the top of the Rockfeller center”. Uau! A viagem está cheia de emoções! LOL

Como não tinha muito o que fazer a não ser esperar tirarem ele de lá ou ele pular de uma vez, resolvi fazer alguma outra coisa ali por perto mesmo.
Resolvi ir no Madame Tussaud. Não foi o melhor programa da minha vida. Museu de cera é uma experiência diferente, claro, mas também é um negócio pra ir uma vez só na vida e já tá de bom tamanho. Acho que se eu estivesse acompanhada ia ser mais legal, porque daria pra tirar mais fotos zoeira. Mas… Quando saí do museu, já havia escurecido. Me encaminhei para o Rockfeller Center que fica na quadra seguinte. Peguei meu ingresso mas estava marcado para as 22h. Legal, hein? Tudo bem… Fui comer alguma coisa, porque já estava ficando com fome. Mas o calor estava tanto que resolvi tomar mesmo um sorvete.

Bem, o Top of the Rock é mais legal que o Empire State. Não sei também se por causa do horário, tava tranquilo, sem muito tumulto. A cidade a noite é muito bonita. Mas também não é o passeio mais legal do mundo. Boring. Fiquei uns 30min só pra descansar os pés de tanto caminhar e fui embora. Até porque, eu não tinha avisado o horário que ia chegar e já estava ficando tarde pra pegar metro e andar sozinha na rua. Conclusão foi que cheguei umas 23h30 em casa e ainda fui lavar a cabeça. Santa toalha novamente, me salvou de dormir de cabelo molhado e pegar resfriado.

Leia mais:

1. USA – preparativos

2. USA – chegada

One thought on “Aventuras: New York City – part 1

  1. Pingback: Aventuras: New York City – part 2 | Vanessa's Blog

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