Aventuras: Buenos Aires

Ah, minha viagem a Buenos Aires. Já se foram quase dois anos, ma ainda me lembro muito bem dos 6 dias que passei por lá. Na época, eu tinha 15 dias de férias e fiquei na dúvida se ia para a Argentina ou para o Pantanal (bem diferente, hein?). Minha irmã me convenceu a ir para BsAs. E também o custo. Passagens, hospedagem, passeios, etc em BsAs por 7 dias era quase o mesmo que 3 noites no Pantanal, em uma fazenda. Sem mais dúvidas, comprei passagem para BsAs e comecei a procurar couch por lá. A viagem foi em maio/2010 e tenho um post sobre isso em algum lugar… (aqui). E mesmo tendo passado dois anos, não escrevi muito sobre a viagem e não quero esquecer algumas coisas. E como esse blog é meio diário, aqui vai o relato😉

Primeiro dia! Saí de Campo Grande de madrugada. Maior furada. Me disseram que para voo internacional eu deveria estar 3h antes no aeroporto, só não me disseram que isso não valia para a conexão doméstica. Pronto, cheguei à meia-noite no aeroporto de CG e fiquei lá, que nem tonta, até as 3h. Fiz conexão em SP e fui pra PoA. Lá, sim, 3h de antecedência para o embarque. Ainda fiquei passeando no aeroporto – muito bonito, por sinal. E depois fiz o embarque internacional. Sem bagagens, porque era uma viagem de apenas 6 dias, só levei uma mochila com algumas blusas, toalha e artigos de toalete. Casaco? Só um. Maio não é tão frio. A máquina fotográfica, lógico. E só. Tudo frasquinho pequeno pra não ter que embarcar bagagem.

Levei meu passaporte, apesar de não precisar por conta das regras do Mercosul. Mas ele estava tão abandonadinho… e eu achei que ia acabar vencendo antes de eu poder usar. Então, levei. E foi bom, porque é um carimbo a mais no passaporte😉

Eu fui de TAM. Almoço gostoso no voo pra BsAs, pois saímos de PoA as 11h. Ganhei travesseiro, cobertor e kit sono (máscara, protetor auricular, manteiga de cacau, escova e creme dental). A previsão de chegada era 15h. Na minha inocência, eu achei que ia dar tempo de chegar em BsAs as 16h e ainda dar uma voltinha antes de me encontrar com a Otília – minha primeira host! Combinamos de nos encontrar perto do Cementerio de La Recoleta.

Bem, o que ocorreu é que chegaram uns 4 voos ao mesmo tempo em BsAs! Imagina a fila na imigração?? E a maioria era do Mercosul, então não tinha como fugir. 1h de fila. Pra ajudar, o aeroporto Ezeiza é longe pra dedéu do centro de BsAs. Taxi era um absurdo! Queriam me cobrar 100 pesos até o centro. Peguei um ônibus que faz BsAs-Ezeiza a cada 30min por 50 pesos. Aqui vai a dica: se estiver em grupo, o taxi é bem barato.

Cheguei cheia de energia, mas sem tempo pra fazer nada no centro da cidade. Primeiro desafio do espanhol: comprar um cartão telefonico. Me surpreendi com a prontidão e prestatividade dos argentinos. Fui até uma banca de jornal e a moça foi super bacana comigo. Me ensinou como usar o cartão telefônico, em inglês! Fiquei com um pouco de inveja porque no Brasil a gente não encontra pessoal assim pra dar informações em inglês…

Nisso eu já estava na praça em frente à Igreja. Em pouco tempo, Otília apareceu. Fomos pra casa dela de metrô. Uma dica: em Buenos Aires os ônibus só aceitam moedas. Então eu resolvi usar somente o metrô e andar a pé o resto do trajeto. Saímos para comer um lanche. Conversamos bastante e ela me deu várias dicas de passeios para eu fazer no dia seguinte.

Segundo dia

Como ela trabalha no Congresso e tem expediente somente a tarde, me levou para o Cementerio de La Recoleta e me deu um tour especial. De lá, fomos para a Rua Florida. E depois peguei o Bus Turístico e fiz a volta toda, já marcando os pontos que eu gostaria de fazer com mais carinho depois. No final do percurso, desci novamente na Rua Florida, peguei a avenida do congresso e fui caminhando até lá, onde havia combinado de encontrar com a Otília. Pedimos uma pizza e encerramos a noite. Conversamos bastante sobre política e ela se ofereceu pra me levar para Tigre.

Fotos do tour aqui.

Terceiro dia

Fomos a Tigre logo cedo. O preço do trem urbano chega a ser engraçado: 2 pesos ida e volta. Tigre é um lugar lindo! Fizemos um passeio de barco pelo rio. Em um ponto é possível ver a cidade de Buenos Aires. Muito bonito. Também fomos no Museo del Mate. Ganhei uma amostra de mate que até hoje não usei😦

Voltamos para a cidade no final do dia. Me despedi, peguei as coisas correndo e fui para a casa da minha segunda host. Tivemos um jantar com alguns amigos dela, que não foi até muito tarde. E acabou o terceiro dia.

Quarto dia

Já na casa da Carina, que mora bem perto do Zoológico, aproveitei a deixa. Fui no Zoo pela manhã, almocei lá pelas 15h e fui caminhar em volta. Cheguei no Rosedal. Muito bonito, apesar de ser outuno e não estar florido ainda. Pena que não pude ver muito porque fecha as 17h e praticamente me expulsaram de lá hehe

Quinto dia

Me despedi da Carina, tomei café da manhã  numa confeitaria: medialunas. Uma delícia! Meus planos eram ir até San Telmo, na feirinha, depois ir à Iglesia del Pilar – um tour na igreja e mosteiro -, ver a parada japonesa e no final do dia ir para a casa da Judith. Meus pés já estavam começando a ter bolhas e as coisas eram meio longe umas das outras. Fui em San Telmo. A feirinha era bem menos do que eu esperava, mas comprei umas fotos legais. Lembrancinhas de BsAs. Não fui na parada, mas a visita à Iglesia foi formidável! Recomendo!

Final do dia, pego metrô para ir pra casa da Judith. Detalhe que eu tinha que fazer duas baldeações. E em uma das estações o caminho era um labirinto. Acabei parando na plataforma do outro lado! Perguntei para um senhor e ele disse que essa era a última estação, então a gente podia pegar o metrô nesse sentido mesmo e voltar. Ufa!

Cheguei na Judith depois que escureceu. Conversamos bastante. Foi a melhor host que eu já tive. Nos identificamos muito rapidamente e ela me ajudou um pouco no meu torto espanhol.

Sexto dia

Ah, último dia! Que pena! Fui a pé com Judith até o centro. Depois caminhei até o Congresso onde fiz o tour aberto. Não consegui entrar em todos os lugares por conta de reformas no prédio. Era ano do bicentenário da independência e tudo estava em reforma! Depois andei até a catedral e visitei o túmulo de San Martín. Daí comecei a andar de novo. Meu voo era só as 4h da manhã. Ideias: caminhar o dia inteiro (com o pé me matando), pegar um cinema pra enrolar, e pegar o último ônibus até o aeroporto. Fiz exatamente isso. Caminhei muito. Sorte que BsAs tem uma pancada de praças. A cada duas ou três quadras eu parava e sentava num banco, tirava o sapato, relaxava um pouco, e voltava a caminhar. Fiz isso até as 18h. Subi até o cinema mais perto que eu pude encontrar. Assisti a Robin Hood. Tava morta. Assitindo Robin Hood em inglês com legenda em espanhol. Imagina! Na salinha escura do cinema. Ha! Dormi mesmo!

Saí da sessão, fui caminhando de novo até o metrô, depois até a estação de ônibus. Peguei o último do dia. Cheguei no aeroporto as 23h. Ah, sentei no McDonalds com uma cruzadinha, tirei o sapato (agora de vez) e fiquei só no relax. À 1h, a Tam abriu o checkin, passei pela imigração (sempre sem sapato) e fiquei na sala de embarque aguardando meu voo. Dormi de novo.

Voo tranquilo até SP e conexão sussu até CG. Viagem maravilhosa. Volto lá com certeza!

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