Aventuras: Rio de Janeiro – parte III

A segunda vez que fui ao Rio com tempo para passear foi em julho/2011. Fui para ministrar duas turmas do curso de Hibernate e fiquei 10 dias direto por lá. Foi muuito melhor. Consegui passear muito mais, pois tive 4 dias (dois finais de semana).

Basicamente eu fui no Forte de Copacabana, Arpoador e Quinta da Boa Vista. Comi uma torta do dia na Confeitaria Colombo (maior sorte: a torta do dia era de chocolate!) e ainda pude assistir à ópera Nabuco no Municipal. Ah, e não podia deixar de esquecer que quase morri subindo o morro da Tijuca.

Esse passeio foi muito mais próximo dos passos da história. Mas vamos por partes.

Minha viagem começou na sexta-feira, quando eu cheguei ao Rio. Sábado eu dormi bem, tomei um bom café, me preparei pela manhã (fazendo nada LOL). Peguei o metrô para a Quinta da Boa Vista. Juan já tinha dado todas as dicas, então peguei a máquina fotográfica e fui. Não tinha como errar o caminho. Só deu uma pane no metrô, porque tive que trocar de linha e a estação de troca estava interditada. Só comigo acontece essas coisas.

O lugar é muito bonito. Adorei estar lá. Estava tendo uma feira do emprego ou algo assim, então estava super movimentado. Detalhe. Não consegui tirar uma foto na frente do palácio. Várias pessoas, ninguém se ofereceu pra tirar foto pra mim😦

Mas o passeio foi legal. Decepção: não consegui entrar na sala do trono. Uma pena. Estava em reforma. Mas valeu o passeio pelo museu, que era a antiga morada da família real. O palácio virou museu se história natural e tinha uma pequena exposição de fósseis. Muitos animais empalhados, algumas réplicas. Tem uma parte muito legal sobre os índios americanos, super detalhista, com várias peças produzidas por índios de todas as tribos brasileiras, em especial as amazônicas. Extremamente interessante.

Dei uma volta também pela Quinta. O lugar é muito bacana. Transmite uma tranquilidade e paz magníficas. E qual não foi minha surpresa quando encontrei… La Frutta de Tangerina! Sem brincadeira, acho que fazia mais de 10 anos que eu não encontrava um desses. Lembro de comprar esse picolé quando eu tinha uns 10-12 anos, lá no Guarani. E olha que eu nem me lembro se era Yopa ou Kibbon. Tô pendendo pra Yopa (velharia pura). Tá, agora é Nestle. Tá valendo ainda.

Concluindo: ganhei meu dia. Visita ao palácio real com direito a La Frutta Tangerina? Não tem preço.

Volto pro hotel e tem uma galera do CS marcando de subir o pico da Tijuca domingo de manhã. Estou sem programação, então topei na hora. Domingão, 10h na estação Saens Peña. Demorei pra achar o grupo. Estou achando que tem brasileiro no meio e pra minha surpresa, o grupo é formado por 4 poloneses e 1 brasileiro  (e nem foi o brasileiro que agitou o passeio). Todo mundo bem mais jovem que eu e com preparo físico muito melhor, com certeza. Bem, fomos de ônibus até a entrada do Parque da Tijuca e, depois de muito repelente e protetor solar, começamos a subida. E olha que é realmente uma subida!! Antes de chegar na entrada da trilha eu já tava com minha língua no pé. Muita água e muitas paradinhas depois… Começamos a subir a trilha. Eu estava animada e continuei. Mas perdi a galera de vista várias vezes. Chegou um ponto que eu decidi que não ia até o fim. Até falei pra galera prosseguir sem mim, que eu encontrava com eles na base da trilha. Nesse momento, volta um dos rapazes dizendo que o topo estava há cerca de 15min. Então decidi terminar. Porém, os 15min dele foram quase 1h pra mim :O Mas o fato é que eu subi. No meu ritmo, devagar, tranquila, apreciando a paisagem (mato, diga-se de passagem). Quando já estava no final da trilha, encontrei um rapaz com a filha e sobrinha, ambas de uns 12 anos. Ele disse que o trajeto total, da porta do parque até o topo era de 6km! Cara, como sou ruim nesse lance de medir distâncias! Primeiro foi a bike, que eu fui sem pensar. E agora, o pico. Bem, já estava aqui, não adiantava chorar. Mais uns metros e estava no topo. E taí a prova do crime: subi sim até o fim!

E todo mundo ficou sabendo, porque fiquei com as pernas travadas a semana inteira. Agora imagina a cena: eu dando aula, em pé o dia todo, com as pernas de robô! Foi hilário. E todo mundo lembra disso até hoje. Mas posso dizer que valeu a pena. Quero voltar lá, mas com o preparo físico adequado, claro! Realmente a paisagem vale todo o esforço. Infelizmente, minha câmera não era a mais potente, então não tirei muitas fotos bonitas. Mas o céu estava claro, sem nuvens. Dava pra ver todo o litoral e praticamente a cidade inteira lá de cima.

Quarta-feira não tinha expediente, então aproveitei a tarde para fazer uma visita ao Theatro Municipal. Fiquei sabendo (again, thanks CS) que o prédio havia sido reformado e estava com passeios guiados todos os dias. Não consegui agendar (detalhe, tinha que agendar por telefone antes), mas a moça que atendeu disse para eu aparecer por lá que sempre sobrava ingresso. Como eu não tinha nada a perder, fui. No pior dos casos, meu plano era seguir para a Praça XV e visitar o Museu Nacional e talvez dar um pulinho na Ilha Fiscal. A boa notícia é que eu consegui o ingresso e o passeio foi deslumbrante! O prédio é tão bonito por dentro quanto por for. Recebemos várias informações do guia sobre a reforma, o aniversário de 100 anos, as passagens, melhores locais para assistir às obras. E já aproveitei e comprei o ingresso para o Nabuco, que seria no dia seguinte, as 20h. Eu nunca tinha assistido à ópera ao vivo. Foi uma das melhores coisas que aconteceu comigo este ano! A obra é fantástica. A estória é contagiante e as cenas são épicas. Começou pontualmente as 20h e terminou as 23h30! Com dois intervalos de 30min, porque ninguém é de ferro. Ainda bem. A única coisa chata é que tinha que sair do teatro para comprar algo pra comer ou beber. E na saída ainda tinha que pegar o metrô. Estação Cinelândia! Imagina!

Ah, mas pulei a história. Logo depois da visita ao Municipal, na quarta a tarde, eu aproveitei e entrei no Museu de Belas Artes. Não fui na Biblioteca Nacional porque já estava tarde e não ia dar tempo de apreciar corretamente o lugar.

Sábado, ainda sentindo as dores da subida ao pico da Tijuca, resolvi fazer um passeio mais light. Fui até o Forte de Copacabana. Dois motivos: primeiro que eu queria mesmo conhecer o forte; segundo, porque lá tem uma filial da Confeitaria Colombo. Como minha perna não aguentava andar muito, resolvi ir lá mesmo.

O Forte é bem bacana, mas é um passeio curto. Máximo de 2h. Depois de 1h você já começa a se perguntar porque está ali. Mas tem um museu beeem pequeno, mas que vale a pena. Além de poder subir até as antigas armas de proteção da baía de Guanabara. Também tem várias informações sobre a revolta tenentista, o que já vale o passeio. Mais uma vez, sem muitas fotos. Apesar de que estou refletindo aqui e acho que eu é que estava muito tímida dessa vez hehe Podia ter usado mais a minha cara-de-pau😉

Domingo, último dia, pernas ainda doendo mas já não me sentia tanto um robozinho, fui até o Arpoador. Adoro esse lugar. Não me canso de ir para lá. Mas dessa vez fui de metrô. Nada de bike!

Na segunda-feira, dei a última aula e embarquei novamente para casa. Semana seguinte estava viajando novamente, agora de férias, mas já ansiosa por voltar ao Rio e poder conhecer um pouco mais dessa cidade que de tudo tem um pouco.

Leia os anteriores:

Viagem ao Rio – Parte I

Viagem ao Rio – Parte II

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