Filmes que não me canso de ver: Cinderella & Ever After

Este tem uma história bem engraçada. Na época em que as videolocadoras estavam no auge, alugávamos fita praticamente todo final de semana em casa. E quase que todas as vezes em pegava esse: Cinderella da Disney. Esse é meu favorito EVER! Não canso de assistir. Sei as falas e músicas praticamente de cor (vou ser um pouco modesta aqui porque tem gente que não sabe brincar rs). Inglês e português. Agora mais o inglês por causa do DVD, mas estou me adiantando.😛

O que acontecia (para quem não pegou essa época, os sistemas das locadoras tinham um alerta pra avisar se a pessoa já havia locado a fita, porque tem gente que não se lembra de ter visto um filme antes só de olhar a capa e o nome). Daí que vez ou outra o atendente vinha com “Você já locou esse filme x vezes. Tem certeza que quer pegar de novo?”. Eu tava numa época bem mais “tolerância zero”, então as vezes era bem grossa com o coitado. Mas o fato é que eu pegava de novo a fita.

Meu pai cansou de pagar locação desse filme. Ele vivia me perguntando porque eu locava tantas vezes a mesma fita! Com tanto filme novo! Etc… No final, ele me deu de presente de aniversário. Assisti tantas vezes a fita que ela rasgou no começo do filme! Ele consertou pra mim de tanto que eu reclamei. O bom é que eu perdi só os trailers e o letreiro no começo do filme (ou seja, nada, né? – lembrando que esses filmes velhos o letreiro passa inteiro no começo, e não no final do filme… vai entender).

Chegou uma época que eu não conseguia mais rebobinar a fita (pois é… rebobinar… tempo do onça). Mas, chegou a maravilha tecnológica do século: DVD. E saiu a edição especial do clássico Disney. Comprei ainda na pré-venda.

Sem brincadeira, acho que já assisti mais de 50 vezes esse filme. Tem umas partes meio chatas que eu passo. Mas no geral, eu assisto na íntegra. Por incrível que pareça, acho as cenas finais as mais chatinhas. Não é que eu não quero que a Cinderella se dê bem… mas também eles não mostram a madrasta se dando mal.

As cenas que eu mais gosto são as musicais (olha que reviravolta… antigamente essas eram as que eu menos gostava). Mas também, as músicas ajudam: “Dream is a wish your heart makes”, “So this is love”, e a música da fada madrinha.

Mas a versão mais adulta do conto de fadas é ainda mais bonita. Para mim. Ever After, com a Drew Barrymore e Dougray Scott, nos papéis principais; Anjelica Huston no papel da madrasta ficou fantástico, além de Patrick Godfrey como Da Vinci, numa engraçada paródia da fada madrinha.

Gosto tanto do filme que baixei o ISO do DVD e queimei na mídia. Pra poder assistir na tv da sala. Achei bem interessante essa versão. Não faltam filmes hollywoodianos sobre o tema. Afinal, é um enredo bem otimista, né? A moça, maltratada pela família que ganhou nas vésperas da morte do pai, e que não a aceitam pela sua beleza, permacene otimista (meio Pollyanna, hein?) e sempre dizendo que tudo vai dar certo. Até que um dia vai praticamente sem querer a um baile e o príncipe a tira pra dançar. E apesar de todos os infortúnios do caminho e das tentantivas vãs da madrasta tentar impedir o casamento, a moça consegue provar que é ela mesma.

Ponto fraco na história da Disney (principalmente): o príncipe é um banana. Pra começar que ele só tem 2 falas no filme inteiro! E são falas meio medíocres. Até na música que eles cantam juntos ele é a segunda voz. Tá bom que a história é da Cinderella. Mas ele não é homem nem de ir atras dela. Não é por nada, não. Mas ele manda o conselheiro real falar com o pai dele. E depois o pobre coitado tem que visitar todas as moças do reino. Não era mais fácil decretar que a moça apresentasse o outro pé do sapato? E porque o príncipe não vai junto na busca? Afinal, ele viu a moça, né?

No filme Ever After, o príncipe não é tão banana. Ele pelo menos se declara pra ela. A procura em diversas ocasiões. A leva para passear no lugar que ela mais gosta (a biblioteca). Ele é extremamente mimado, então faz umas coisas meio babacas. Mas considerando que o filme se passa na França do século 16… E o filme tem as partes cômicas. Como envolver Leonardo Da Vinci na trama.

Mas mesmo no filme, a moça é mais pró-ativa e independente que o príncipe. O que eu não acho que seja um grande defeito. Mas acho que é porque eu quero ver logo o final; quero logo o desfecho da história. O chato desses filmes é que você não tem ilusões sobre o final. Você começa o filme sabendo que os dois vão terminar juntos. Por isso a trama de como isso acontece é super importante.

Detalhe importante em Ever After: ainda bem que se passou numa época que não se usava espartilho. Porque senão a cena em que ela corre para se trocar e fica pronta 1 minuto antes dele bater na porta da casa seria impossível! Imagina só: ele a cavalo; ela a pé, corre pra casa, chama meio mundo pra lhe ajudar, acha roupa, se troca e desce as escadas bem na hora que ele chega na porta. Agora coloca o espartilho na receita? Impossível! Já é meio impossível o que ela conseguiu fazer, mas vamos ser mais tolerantes, né?

Fora a cena depois dela levar as chibatadas, e que ela ainda vai ao encontro dele. Ele a abraça e ela já sente dor. Imagina um espartilho? Ela ia desmaiar de dor!

Tá, desculpa, fugi do assunto.

Mas acho que Cinderella é um conto que todas as meninas amam. Afinal, apesar de ser meio irreal, todas queremos uma noite de Cinderella. Encontrar o “príncipe” de uma forma inesperada. Que o príncipe nos veja. E que fiquemos juntos no final.

E o melhor da história é que ela termina com o casamento! Lindo, né? Ninguém sabe o que acontece depois. Minha teoria não era das mais otimistas. Porque por mais otimista que a Cinderella seja, o príncipe não demonstra no filme ter uma personalidade muito forte, nem compatível com a dela. Mas por outro lado, tem todo aquele mistério e também não importa de vai dar certo. Importa que eles ficaram juntos. Nem que não seja pra sempre.🙂

No Ever After até mostra melhor a personalidade dele. Apesar dele lutar para aceitar uma série de convenções sociais, ele as vezes segue seu instinto. Faz umas coisas fora do protocolo. E no final ele até tenta resgatá-la. Ele só chega atrasado, porque ela não ficou esperando resgate. Tomou as rédeas da situação. Mas ela deixa que ele a resgate, de outra forma.

E no final do filme eles mostram a vingança dela. Porque ela é boazinha e tal, mas o castigo pra madrasta foi à altura. E isto satisfaz minha neessidade de justiça🙂 Este é um dos motivos que eu gosto muito deste filme. Apesar de todo o romance, ainda prevalece justiça.

E quando eu gosto do filme, já viu, né? No mínimo 20 vezes eu TENHO que assistir. Menos mal que eu não fico forçando ninguém a ver comigo😉

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